quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

What Borderline Personality Disorder feels like...

sometimes i feel ... HAPPY! but mostly i feel ... SAD ... AFRAID ... ANGRY ... HOPELESS ... IN PAIN ... EMPTY... ALONE ... when people ask me why i'm sad i do not have a definite answer for them. I can only make one up to satisfy their question... I feel alone, empty, in pain, emotional, all at the same time. I don't understand myself or why i feel this way. most of the time i wear a mask... if you could see inside me, you would know i feel like i'm dying. I keep it all inside and it only comes out when i'm all alone. there are only one handful of people in my life that know, i keep it a secret because i don't want people to think i'm crazy... i feel immerse emmotional pain so much sometimes that i just sleep so don't have to feel it... i feel so much emmotional pain that sometimes i have to fight myself not to hurt myself... i'm so affraid of being abandoned that i start to surfer in anticipation... i don't trust people, so i hide from the world... some people want to know what it feels like to have borderline... IT'S LIKE HELL. OUR MOODS CHANGE CONSTANTLY, WE SEE THINGS ONLY IN BLACK AND WHITE TERMS WE EITHER LOVE SOMEONE OR HATE THEM WE FEEL EMPTY INSIDE AND GREAT EMOCIONAL PAIN AT THE SAME TIME. we are so emotional sometimes we get impulsive and do anyting to relieve the pain... we feel emotions much stronger and deeper than most and the after effects of the emoctions can last for very long periods of time...

o que é?


para quem anda a procura de informação...

Borderline é um transtorno de personalidade que trás sérias consequências para a pessoa, seus familiares e os seus amigos próximos é uma instabilidade constante de humor. Estatísticas provam que varia de 1% a 2% da população geral.
As mulheres correspondem a 75% dos diagnosticados, na proporção de que para três mulheres diagnosticadas, um homem é diagnosticado. São 20% da população prisional, 10% da população de atendimento ambulatorial e 20% da população internada em hospitais psiquiátricos.
O suicídio é 800 vezes maior que na população geral e 10% entre esses pacientes.

1) Sintomas (claro que nem todas as Borderline tem todos estes sintomas):

Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
Dificuldade de administrar emoções
Impulsividade.
Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquilhada, vaidosa.
Comportamento auto-destrutivo ( querendo se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se ao magoam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planeadas.
Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e se desapaixonam de maneira fulminante.
Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente.
Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, etc.).

A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
Mais raramente, episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, gozadas, comentadas).
2) Risco aumentado para:
Compras Compulsivas.
Sexo de risco.
Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
Depressão.
Distúrbios de Ansiedade.
Abuso de substâncias.
Transtorno Afetivo Bipolar.
Outros Transtornos de Personalidade.
Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.
3) A causa provável é uma mistura de:
Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separaçãos dos pais, orfandade.
Vulnerabilidade individual.
Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.
Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".

4) Evolução:
Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
Parece uma piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.
5) Factores de bom prognóstico:
Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
Ser casada.
Ter filhos.
Não ser promíscua.
6) Tratamento.A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápicos trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.
Medicação:
O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.
Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.
Psicoterapia:
As mais úteis são as Analíticas (Junguiana e Freudiana). Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Diário: há esperança?

Decidi começar este blog hoje porque o vazio cá dentro continua a aumentar... já vai 1 ano desde que iniciei o tratamento com um psiquiatra, já mudei duas vezes de psicólogo, 2 atentados (oficiais) de sucicídio... e a esperança de melhoria não vem... cada vez parece estar mais e mais longe... gostava de falar com pessoas que estivessem na mesma situação, que me podessem dizer, eu também senti isso, mas passa... melhora, aprendes a viver com isso...